Categoria: Resenhas

O próximo da fila, de Henrique Rodrigues

Tenho lido, nos últimos meses, diversos livros de autores nacionais (romance ou contos), mas não havia sentado para escrever sobre eles. É o que tentarei fazer a partir de agora. Uma das coisas que mais me surpreendeu em “O próximo da fila” (Record, 2015, 192 págs.), primeiro romance do escritor Henrique Rodrigues, foi a sua

A viagem de James Amaro, de Luiz Biajoni

Acontece com todo mundo: duas pessoas estudam juntas, têm uma relação de amizade nos tempos de escola e/ou colégio, o tempo e as circunstâncias os afastam e, se não se encontrarem por acaso, pode ser que cheguem a esquecer um do outro. O que não acontece com todo mundo é, depois de uma tragédia na

Fluam, minhas lágrimas, disse o policial, de Philip K. Dick

“Fluam, minhas lágrimas, emanem da fonte!/ Deixem-me, para sempre exilado, a lamentar;/ Onde canta sua infâmia a ave negra e triste,/ Deixem-me viver com meu pesar.” (Philip K. Dick) Jason Taverner é um famoso cantor e apresentador de tevê que vive em Los Angeles. Certo dia (certa noite, na verdade), após a exibição de mais

Piolhos-de-cobra, de Marcondes Araújo

A literatura é fascinante por uma série de motivos, e aí cada leitor pode elencar os seus – a possibilidade de conhecer novos lugares (tanto reais quanto imaginários), novas pessoas (tanto “de verdade” quanto personagens), novas emoções, novas situações etc. –, mas o que mais me fascina é a possibilidade inesgotável de contar histórias que

De um caderno cinzento, de Paulo Mendes Campos

Eu queria escrever um texto bem bacana sobre “De um caderno cinzento” (Companhia das Letras, 2015, 240 págs., org. Elvia Bezerra), que reúne textos nunca antes publicados em livro de Paulo Mendes Campos. Um texto que não fosse uma resenha chata ou pedante, mas sim leve e divertido, como se fosse uma crônica. A ideia,

Ironweed, de William Kennedy

Publicado nos Estados Unidos em 1983, “Ironweed” (Cosac Naify, 272 págs., R$ 59,00, trad. de Sergio Flaksman), de William Kennedy, foi o romance que catapultou o autor para a glória literária. Além de ser o vencedor do Prêmio Pulitzer de 1984 na categoria ficção, o livro foi adaptado para o cinema sob a direção de

Como me tornei estúpido, de Martin Page

Publicado no Brasil em 2005 dentro da excelente e infelizmente encerrada coleção Safra XXI, da editora Rocco, “Como me tornei estúpido” (160 págs., R$ 26,50), do francês Martin Page, é um pequeno romance cujo protagonista é Antoine, um jovem de vinte e cinco anos que decide abdicar da sua intelectualidade, digamos assim, em nome de