Manuel Bandeira, de Paulo Polzonoff Jr.

Bandeira[1]Eis o primeiro efeito concreto da liberação, pelo STF, das biografias não autorizadas: “Manuel Bandeira” (Relume Dumará, 136 págs., R$ 32,00), de Paulo Polzonoff Jr.

O livro estava pronto para ser lançado desde 2006. Porém, os herdeiros de Bandeira conseguiram proibir a comercialização da obra. Agora, depois de nove anos, ele pode finalmente ser comercializado e, principalmente, lido.

Nem a editora Relume Dumará, que fazia parte do grupo Ediouro, nem a coleção Perfis do Rio existem mais, infelizmente. A editora tinha livros excelentes em seu catálogo, e a coleção poderia ter seguido em frente e quem sabe até se expandido, mas a ascensão dos best-sellers e dos seguidores das listas de mais vendidos provavelmente inviabilizou um projeto mais alternativo, que primava – ou pelo menos tentava primar – pela qualidade, como era o da Relume. Uma pena.

Mas enfim. Não é hora de lamentar. O momento é de comemorar o renascimento do livro de Polzonoff. Quem sabe junto com ele a Ediouro não volta com a Relume Dumará. O primeiro relançamento – segundo, na verdade; o primeiro é “Manuel Bandeira”! – bem que poderia ser o divertido “Dicas úteis para uma vida fútil”, de Mark Twain.

A coleção Perfis do Rio, para quem não conhece, trazia perfis – ou seja, pequenas biografias, ou ensaios de biografia – de diversas personalidades cariocas ou que adotaram o Rio de Janeiro como lar. Foram perfilados nomes como Carlos Heitor Cony, Chico Buarque, Fernando Sabino e muitos outros.

“Manuel Bandeira”, de Paulo Polzonoff Jr., é desde já uma referência obrigatória para fãs, admiradores e estudiosos do escritor pernambucano. E também um marco da nova fase do nosso mercado editorial, sem censura a biografias não autorizadas.

A propósito, o livro já pode ser comprado pelo site da Livraria Travessa.

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